Jeferson Morais pede que forças policiais ocupem conjunto habitacional em Maceió

26/07/2011

O deputado Jeferson Morais (DEM) mostrou indignação e revolta com o assassinato da dona de casa Maria de Lourdes Farias de Melo, registrado no último domingo, dia 24. Retirada de casa à força por traficantes, a mulher de 27 anos foi morta e esquartejada no conjunto Carminha, localizado no complexo Benedito Bentes, parte alta da capital alagoana. Os criminosos também deixaram uma ameaça a uma equipe de reportagem que esteve no local. O parlamentar defende a ocupação imediata do conjunto habitacional para evitar que casos idênticos voltem a ocorrer.

Em entrevista à Rádio Correio AM, Morais lamentou que nenhuma ação enérgica tenha sido adotada pela Secretaria de Defesa Social (SDS) contra os traficantes que praticaram o ato brutal. “Não posso acreditar que o Estado vá tratar esse caso apenas como mais um homicídio ocorrido na periferia de Maceió. O tráfico de drogas no Conjunto Carminha afrontou a sociedade e o próprio Estado quando invadiu a casa e matou Maria de Lourdes”, disse Jeferson Morais, acrescentando que espera uma resposta à altura das autoridades responsáveis pelo caso. “Até porque o Estado que sempre esteve ausente naquela comunidade, tem agora a obrigação de se impor, usando todos os meios possíveis”, considera ele.

O parlamentar lembrou que esta é a segunda vez que traficantes cometem crime semelhante na região. “A pena de morte foi implantada por eles no Conjunto Carminha. Se desconfiam de algum morador, levam a vítima para o meio da rua e diante de crianças, algumas vezes filhos da pessoa que será executada, cometem barbaridades e ainda fincam a cabeça de suas vítimas em estacas, como troféus”, desabafou o deputado.

Nas declarações prestadas durante a entrevista, Jeferson Morais ressalta que é imperiosa uma ação efetiva do governo para evitar casos como esse. “Diante de crime tão brutal, cujas fotos escabrosas circulam na internet, imaginei que alguma atitude firme fosse adotada. Acho que ainda existe tempo para que isso aconteça, caso contrário como ficam os moradores do conjunto?”, indaga Morais.

De acordo com Morais, alguns moradores começam a abandonar suas casas, pois sabem que podem ser as próximas vítimas. “O Conjunto Carminha, onde moram milhares de pessoas de bem, pais e mães de família, não pode ser dominado por uma meia dúzia de bandidos que matam para impor o medo e não devem continuar imunes à lei”, finalizou.



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